terça-feira, 23 de setembro de 2014

[Guest Post] Identificando o melhor momento financeiro para fazer um investimento

Este post é um oferecimento do Marcos Chaves ao blog Investidor Defensivo.

Todos nós temos grande preocupação não apenas com o nosso futuro financeiro próximo se teremos dinheiro para comprar comida amanhã ou pagar as contas semana que vem, por exemplo, mas, principalmente, com o futuro financeiro a longo prazo. Todos desejam poder se aposentar usufruindo de uma boa renda ou com uma boa reserva de patrimônio, para poder aproveitar o tempo sem trabalhar curtindo do bom e do melhor.

Para isso, é cada vez maior o número de pessoas que lançam mão de investimentos, evitando deixar o dinheiro que sobra parado, empregando-o em funções como gerar uma renda extra, ou garantir a tranquilidade financeira no futuro. Quem ainda não entrou no mundo dos investimentos geralmente não o fez por receio, ou por medo de empregar seu suado dinheiro em um investimento falho. Outros, reticentes, aguardam cair do céu a resposta para a seguinte pergunta:

Qual é o melhor momento financeiro para fazer um investimento?

A resposta é: agora. Um investimento financeiro, seja qual for, inicia-se por uma etapa simples e imprescindível: poupar. Essa é a nossa primeira dica. Você não deve e nem vai investir o que é necessário para a sua sobrevivência e subsistência imediata. Por exemplo, você não vai aplicar na Bolsa de Valores o dinheiro que você precisa para pagar as contas do mês. Não vai sacar toda a sua poupança para comprar um imóvel na planta pensando em revendê-lo. Mas, se depois de pagar todas as suas contas você ainda obtiver uma reserva, poupe-a. Pense que depois, ao investi-la, a tendência é que aquela quantia x vire x+1. Ou 2x. Ou 100x...

Quando você tiver uma reserva de capital razoável, comece a pensar nas possibilidades de investimento, onde você irá aplicar essa reserva. Hoje em dia existem várias possibilidades; você deve encontrar a que se ajustar melhor ao seu perfil, ao seu objetivo de lucros e à sua tolerância a riscos. Talvez você queira um investimento mais tradicional e seguro, como comprar um imóvel e aluga-lo; talvez você queira investir na Bolsa de Valores ou em títulos; isso depende do perfil de cada um, do capital disponível e da tolerância aos riscos.

Qual é o momento certo?

Qualquer hora é hora; mas aqui vai uma dica especial. Muitos investidores, até mesmo os mais calejados, têm medo de momentos de crise. Ocorre que crises são inevitáveis, e qual é o principal efeito de uma crise econômica? Os preços caem! Os preços caem muito! E se os preços estão muito abaixo do que costumam estar, por que não aproveitar essa “oportunidade”?

Warren Buffett, o “Oráculo de Omaha”, um bilionário norte-americano que fez a sua fortuna em investimentos, sobretudo na Bolsa de Valores, tem uma frase famosíssima entre investidores: “Seja medroso quando os outros são gananciosos, e seja ganancioso quando os outros estão com medo”.

Sabe aquele ditado, “depois da tempestade vem a bonança”? Os movimentos são cíclicos. Em toda a crise vende-se a ideia de que o mundo está acabando, mas os mercados afetados seja a Bolsa, seja os mercados imobiliários, os bancos sempre se recuperam. Sempre. E quando os preços começarem a subir, você, que pagou x em um imóvel que agora vale 50x, esfregará as mãos satisfeito por ter feito um investimento certeiro.

Aprendizado para investir

Existem muitos livros que tratam sobre os mais variados nichos de mercado e de investimentos, mas aqui vai mais uma dica que pode parecer estranha: um ótimo aprendizado para investir é estudando quem já trilhou o mesmo caminho.

Não quer dizer que se você fizer exatamente igual a pessoas que obtiveram sucesso anteriormente, você também terá sucesso e ficará estupidamente rico. Mais importante do que saber onde eles acertaram, é saber onde eles erraram.

Lembre-se que, na hora do investimento, trata-se do seu dinheiro e da sua pessoa.

Por Marcos Chaves, colaborador do site Capital de giro .

2 comentários:

  1. Mestre, sane uma dúvida.

    Num MESMO mês,

    Vendi R$ 10.638,00 em ações da companhia ABC, com lucro de R$ 250,00;
    Vendi R$ 17.298,00 em ações da companhia XYZ, com lucro de R$ 3.576,00

    O somatório das vendas resultaria cerca de R$ 28.000,00. Pergunto-te.

    1. Preciso recolher os 15%, mesmo sendo ativos diferentes? Explique.

    2. Possuo prejuízos a compensar na declaração anual de IRRF. POsso aguardar até lá, em vez de pagar agora o DARF?

    Obrigado.

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    1. Anônimo,

      Não respondi, mas publiquei sua dúvida.

      http://investidordefensivo.blogspot.com.br/2014/09/duvida-do-leitor-duvida-sobre-pagamento.html

      Com certeza alguém irá te ajudar.

      Abs!

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