terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Atualização Mensal: Dezembro de 2014

Fechei o ano apenas um pouco melhor que o ibovespa. Diferença de 1,86%.
De qualquer forma, é o segundo ano seguido supero este índice. Isto é um bom sinal.
Perdi novamente da renda fixa. Mas ainda acredito que investir em ações será vantajoso no longo prazo. Continuarei aportando mensalmente por muitos e muitos anos ainda.


Vamos aos dados!

Minha carteira mensal:  -8,45%  x Ibovespa mensal:  -8,62%

Minha carteira anual:  -1,05%  x Ibovespa anual:  -2,91%
   

Composição da carteira atual de ações:

AtivoPeso
VIVT46,32%
CIEL36,01%
GRND35,77%
BBDC45,60%
ITUB45,49%
BBSE35,36%
UGPA35,36%
EQTL35,12%
BBAS34,82%
ODPV34,62%
SBSP34,46%
POMO34,43%
ABEV34,41%
NATU34,22%
ELPL44,11%
CMIG33,87%
GETI43,82%
VALE33,77%
ETER33,65%
MDIA33,57%
CCRO33,42%
PETR41,41%
CMIG40,37%
OIBR30,02%

Obs: Invisto também em renda fixa, mas faço o acompanhamento apenas das ações.


Desejo a todos um ótimo 2015!

Agora fiquem com a música de abertura de Yamato 2199!


domingo, 14 de dezembro de 2014

[Guest Post] O Abismo do Ilusionismo

O primeiro passo para a solução de qualquer problema é admitir a sua existência. Quando isto não ocorre é provável que haja um agravamento da questão, o que em se tratando de condições econômicas pode representar o fardo de um governo altamente endividado sobre os ombros das próximas gerações. Porém, para a atual administração vale a pena quebrar o País em nome das políticas sociais—especialmente quando estas asseguram sucessivas vitórias eleitorais. Melhor ainda quando certos segmentos da sociedade não conseguem atribuir ao governo certos julgamentos em decorrência dos baixos níveis de escolaridade.

Enquanto a economia brasileira flerta com o território recessionário, a inflação permanece uma constante ameaça à banda superior da meta e a Petrobrás sangra ininterruptamente em uma enxurrada de denuncias a respeito de esquemas inescrupulosos envolvendo altos funcionários da estatal e figuras do alto escalão governista, a presidente da república zomba dos brasileiros ao afirmar que o seu governo representará um marco no combate à corrupção. Com uma base ávida por afagos no Congresso, e um eleitorado fielmente dependente de auxílios governamentais, é possível cavar ainda mais o abismo do ilusionismo.

O que mudou, entretanto, é que a oposição ao capitalizar mais de 50 milhões de votos na figura do Senador Aécio Neves ganhou confiança suficiente para ir ao confronto de idéias, mesmo sendo os opositores do governo sabedores que nos embates no Parlamento só restam a eles as protelações regimentais, já que os resultados das votações dificilmente trarão surpresas. Foi o caso da aprovação do Projeto de Lei nº 36, que alterou a meta fiscal ou instituiu a desobrigação do governo em gerar superávit para fins de investimentos ou de geração de poupança para o pagamento da dívida. O mercado internacional já deu a sua opinião a respeito do truque contábil.

O dólar continua em tendência de alta em decorrência da fuga de capitais promovida pelos investidores internacionais em face da desconfiança em relação a um governo que, aos 45 minutos da segunda etapa, muda as regras do jogo para livrar a presidente da república de punições administrativas pelo descumprimento da meta de superávit fiscal. É evidente que os juros serão pressionados, já que o prêmio de risco exigido pelos participantes do mercado tenderá a se elevar substancialmente. Por conseguinte, dificilmente a inflação permanecerá dentro da meta em 2015—apesar do instrumento da alta dos juros ao qual o governo confortavelmente recorrerá em um ano não eleitoral.

O mercado acionário precifica intensamente a desmoralização internacional da Petrobrás, o que vem contaminando outros ativos e levando o índice Bovespa a sucessivas perdas ao longo do ano. A desvalorização das ações, contrariamente ao que prega o discurso ilusionista do Partido dos Trabalhadores que retrata as acentuadas quedas como meros movimentos especulativos, representa sim perdas substanciais nas poupanças da família, o que significa redução no consumo. Sem contar que a desvalorização nos preços dos ativos interfere diretamente na capacidade das empresas de contrair empréstimos no mercado por diversos motivos que não cabem ser ressaltados no presente artigo.

Por fim, o que com certeza dá calafrios aos investidores internacionais é observar que a demonização dos supostos sugadores dos recursos públicos brasileiros—os investidores que adquirem papéis da dívida pública nacional—serve a um só fim: justificar os “reparos” contábeis mediante a demonização do capital estrangeiro e a exaltação dos programas sociais—este último o único item da pauta petista que sobrevive ao mar de corrupção que tomou conta da Petrobrás e ao desgoverno que vem ameaçando a economia brasileira. Só resta mensurar quais serão os possíveis danos de mais quatro anos de governo petista—isto se nas próximas eleições houver mudanças—e que tipo de fardo pesará sobre as próximas gerações, que herdarão um contexto de recessão econômica, juros elevados e inflação acentuada.


Artur Salles Lisboa de Oliveira.
Colunista da Revista Exame.
Autor do Ebok: Stock markets: characters and psychology.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Bill Sharpe comenta sobre Planejamento de Aposentadoria


"Na conferência anual do Instituto CFA em maio, você disse que o planejamento de renda de aposentadoria é o problema mais complexo que você analisou em sua carreira. Por que isso acontece?

Quando você está falando de estratégias de renda de aposentadoria, você está discutindo distribuições de probabilidades de que sua renda será no próximo ano e nos anos seguintes. Você tem 40 ou 50 dimensões, mesmo se você só faz distribuições anuais pela probabilidade conjunta.

Para pensar sobre o que um desses problemas parece que confunde a mente. Para comparar um resultado com mais dois, três, quatro ou 10 resultados para decidir qual deles você mais gosta é um problema desagradável, desagradável."


Clique aqui para ler o artigo completo.

Se ele acha complexo, imagina eu...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Compras: VALE3 e CCRO3. E rumor sobre tributação de dividendos

Com os dividendos do mês passado e um pequeno aporte, comprei VALE3 por R$ 22,91 e CCRO3 por R$ 17,24.

A estratégia continua sendo ter uma carteira de 20 ações, com 5% de participação em cada.
Para balancear, todo mês compro uma ou duas ações que estão abaixo dos 5% de participação.

Este mês comprei exatamente as 2 empresas que estavam com menor peso na minha carteira.

Para finalizar o dia, vejo esta notícia sobre rumor sobre tributação de dividendos. Ela me deu uma sensação de revolta e desânimo. Não é possível que isto vai ser aprovado! Realmente não é fácil ter persistência e uma certa "teimosia" em continuar investindo em ações.