sexta-feira, 21 de março de 2014

Artigos sobre diversificação na carteira de ações


Alguns dias atrás andei pesquisando um pouco sobre diversificação nas carteiras de ações e acabei achando o site do drnickel. A partir dele, pesquisei e encontrei artigos que achei interessante compartilhar com vocês:


Confesso que ainda não li completamente estes artigos. Não me atentei para as fórmulas matemáticas e nem sei se irei conseguir entendê-las em pouco tempo. Não estou preocupado com isto no momento. Foquei por enquanto apenas nas tabelas dos resultados e nas conclusões contidas nele.

Coloquei os links dos artigos também na seção Biblioteca do blog.

12 comentários:

  1. Já tinha me deparado com estes artigos, mas como a conclusão é o que interessa (tirando a conclusão do primeiro artigo que não me disse muita coisa)...

    (Artigo 2) Em relação à minimização do risco...

    "ainda é possível obter redução no risco. Conclui, por fim, que não existe justificativa econômica para a diversificação sem limites já que 12 títulos eliminam cerca de 87% do risco diversificável de uma carteira enquanto que 20 títulos eliminam 92% do mesmo risco."

    "regressão, indicando que, com 12 ações incluídas com pesos iguais numa carteira, o investidor conseguiria eliminar 83% do risco diversificável. Também relatam que, a partir de 18 ações, os benefícios de se incluir mais ações na carteira são praticamente insignificantes."

    (Artigo 3) Em relação ao benefício...

    O formato logar´ıtmico da curva de benef´ıcio incremental de mais uma ac¸˜ao sugere que a partir de um certo ponto o aumento da diversificac¸˜ao gera um benef´ıcio muito pequeno.
    "Ap´os construirmos as duas curvas, de benef´ıcios e custos de se colocar mais uma ac¸˜ao na carteira, foi poss´ıvel analisar a quantidade ideal que um investidor, usu´ario de home broker, deve manter em arteira. O n´umero ´otimo de ac¸ ˜oes que encontramos foi 12 ac¸ ˜oes."

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  2. Minha conclusão é que se o investidor é experiente e tem estudo suficiente para escolher as melhores ações do mercado o mesmo pode ficar em torno de 10 ações na carteira, um pouco a mais ou um pouco a menos. Se o sujeito quer diluir um pouco mais o risco poderia chegar lá nas 20. Um número acima disto já começa a exigir muito tempo do caboclo para as análises e acompanhamentos trimestrais (que é o meu caso). Se ele se sente confortável com isto tudo bem, mas é um complicador a mais. Talvez a estratégia mas sensata seria escolher a empresa top de cada setor, quantos setores temos hoje? acho que não são muitos.

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    1. Apesar de carteiras com 12 a 16 ações já diminuirem demais o risco, devo ficar com 20 mesmo.
      Só questão de opção pessoal mesmo. Mais de 20 já acho demais.
      Acho interessante tb essa questão de tentar escolher por setor.

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    2. Uorrem, a conclusão do artigo "Carteiras igualmente ponderadas com poucas ações e o pequeno investidor" é justamente que o investidor não precisa saber quais são as mehores ações do mercado; uma regra de seleção mecânica das ações (por exemplo, 10 ações com melhor Sharpe no passado) supera facilmente o IBOVESPA e a maioria dos FIAs utilizados no estudo.

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  3. Valeu a dica ID, vou ler assim que possível!

    Drink coke!

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  4. Excelente postagem! Valeu mesmo!

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    1. Obrigado anônimo! Tb gostei muito deste artigos!

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  5. Odeio diversificação. Mas não desprezo a importância dela. Parabéns pelo blog!

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    1. Não odeio diversificação. Existem coisas muito piores a serem odiadas.rs
      Obrigado e bem-vindo ao time! abs!

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  6. Investidor Defensivo, gostaria de colocar alguns comentários sobre diversificação, otimização de carteiras, e a carteira de variância mínima. Diversos estudos mostram que existe uma correlação inversa entre o risco das ações e o retorno futuro. Ou seja, ações de baixo risco tendem a superar as ações de baixo risco, ao contrário do que implicam os modelos de Finanças. Isto é observado em vários mercado, tanto medindo risco pela volatilidade (risco total) ou pelo beta (risco sistemático). Isto implica que uma estratégia passiva de montar carteiras de baixa volatilidade superará, em geral, índices de mercado como o IBOVESPA. No meu artigo de 2013 (link abaixo) mostrei que uma carteira montada para minimizar o risco apresenta um índice de Sharpe de 0.68, comparado com o índice de Sharpe de -0.03 do IBOVESPA, no período entre 2001 e 2011. O retorno anualizado da estratégia foi o dobro do retorno do IBOVESPA. A estratégia tende a ter perdas bem menores que o mercado em situações de crise, devido ao fato de concentrar em ações de baixo risco. Por outro lado, em mercados de alta forte, tende a performar abaixo do mercado. Este resultado se mantém para diversas frequências de rebalanceamento, de mensal até trimestral. Uma estratégia destas no mercado brasileiro concentra exposição em um número relativamente pequeno de ações, entre 10 e 30. Dado o número pequeno de ações e o rebalanceamento pouco frequente, esta estratégia é uma ótima opção de investimento passivo. No exterior já existem diversos ETFs e fundos que exploram esta anomalia financeira. É uma pena que no Brasil o mercado de ETFs ainda é incipiente e os fundos também sejam muito caros.

    O artigo possui várias referências sobre a anomalia de volatilidade. O link para o artigo:
    http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/rbfin/article/viewFile/5830/7838

    Abs!

    DrNickel

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    1. Olá Dr. Nickel,

      Obrigado pelas informações! Vou ler com calma seu artigo.
      Irei adicionar seu artigo na seção biblioteca do blog.

      Abs!

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