quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Atualização Mensal: Outubro de 2013

Mais um ótimo mês na bolsa!

Vamos aos dados!

Rendimento mensal: +3,73%
Rendimento no ano: +2,68%

Ibovespa mensal:  +3,63%
Ibovespa no ano: -11,02%


Composição da carteira atual de ações:

Ativo
Peso
EQTL3
8,95%
ITUB4
8,60%
ETER3
8,02%
COCE5
8,00%
AMBV4
7,93%
BBDC4
7,68%
VIVT4
7,50%
CIEL3
5,61%
ELPL4
5,34%
GETI4
5,22%
VALE3
5,14%
POMO3
4,73%
ODPV3
3,88%
BBAS3
3,45%
NATU3
3,40%
PETR4
3,21%
CMIG3
2,13%
GRND3
1,07%
OIBR3
0,15%



quarta-feira, 30 de outubro de 2013

[Dúvida do leitor] Investir em ETF ou montar uma Carteira Individual?

Recebi uma dúvida do leitor Pedro e achei interessante compartilhar aqui no blog.
Quem quiser comentar, sugerir algo a ele também, fiquem à vontade. Além disso, qualquer crítica quanto a minha resposta será bem-vinda! Estamos todos aqui para aprender.

Segue o e-mail:

"Caro Investidor Defensivo,

Descobri o seu blog através de um comentário que você postou no blog Além da Poupança, num post sobre a polêmica ETFs versus ações diretamente. O que me chamou atenção no seu comentário foi que você disse que não faz uma análise extremamente profunda, mas que vai escolhendo suas ações olhando comentários em blog, lendo relatórios, etc. Estou montando minha carteira agora e, na parte de renda variável minha grande dúvida é se invisto em ETF ou monto ma carteira de ações. Atualmente, não sei fazer análise fundamentalista, só que também não queria investir em ETF por conta dos impostos e também porque em muitos anos o índice tem tido um rendimento pífio. Eu leio alguns relatórios da Empiricus, loja que vende relatórios de análise de ações, não sei se você conhece. Acho que com as recomendações deles, acrescido de uma olhada em umas carteiras nos melhores blogs e indicações daria para fazer uma carteira razoável. E eu poderia ir comparando as indicações e ver aqueles papeis que parecem ser consenso. Pesaria os argumentos, veria se os blogs em questão têm demonstrado bons resultados na prática. Enquanto isso, começaria a ler sobre análise fundamentalista. A perspectiva favorável a essa posição é: eu montaria uma carteira baseado na visão de pessoas que têm um bom conhecimento de ações. Mesmo que eu aprenda análise fundamentalista, no início ainda não vou estar no mesmo nível dessas pessoas. O ponto negativo é que não vou saber quando mexer na carteira, quando algum papel escolhido se revelar sem bons fundamentos e saber a hora de vendê-lo. Vi no seu blog que você começou a montar sua carteira olhando as small caps mais líquidas, sem fazer nenhum tipo de análise mais profunda.
Enfim, o que você sugeriria para mim?

Um abraço e desculpe pelo e-mail um pouco longo."

---

Minha resposta:

Irei comentar cada parte da mensagem para facilitar a resposta:

"O que me chamou atenção no seu comentário foi que você disse que não faz uma análise extremamente profunda, mas que vai escolhendo suas ações olhando comentários em blog,lendo relatórios, etc."

Realmente não faço uma análise profunda. Leio blogs, notícias, relatórios, quadro de ações do bastter etc. Tento escolher empresas saudáveis, as que dão lucro, como o Bastter tanto fala.



"Atualmente, não sei fazer análise fundamentalista, só que também não queria investir em ETF por conta dos impostos e também porque em muitos anos o índice tem tido um rendimento pífio."

Eu também não tenho um bom conhecimento em análise fundamentalista.
Optei por carteira individual para evitar os impostos sobre os ETFs (15% sobre qualquer lucro de venda de qualquer valor) e pelas taxas de administração dos fundos. Creio que esta economia ao longo de mais de 15 anos já nos dá uma vantagem razoável sobre os ETFs.
Um exemplo: suponha que um ETF consiga um lucro líquido médio ao ano de 7%.
Retirando o imposto, cai para 5,95% (85% de 7%).
Ou seja, seu lucro real seria 1% a menos ao ano aproximadamente. Este 1% ao ano a longo prazo dá uma ganho considerável. 1% elevado a 20 anos (fórmula no excel: =1,01^20) dá 1,22%.Ou seja, 22% a mais.
Isto considerando apenas o imposto. Se considerarmos as taxas de administração, este número ainda melhora um pouco mais para o nosso lado.


"também porque em muitos anos o índice tem tido um rendimento pífio"

Esta parte não concordo com você.
Veja o quadro da taxa média de rendimento bruto do Índice Ibovespa.

Marquei de vermelho alguns intervalos de 10 anos:

De 1994 até 2004: Linha 2004 e Coluna 1994: 19,7%
De 1995 até 2005: Linha 2005 e Coluna 1995: 22,8%
e por aí vai...



Não é tão ruim. Então acho que se algum investidor desejar ter um rendimento razoável,com baixo esforço, é possível pelos ETFs.
Sempre lembrando que rentabilidade passada não é garantia de rendimento futuro.


"Eu leio alguns relatórios da Empiricus, loja que vende relatórios de análise de ações, não sei se você conhece. Acho que com as recomendações deles, acrescido de uma olhada em umas carteiras nos melhores blogs e indicações daria para fazer uma carteira razoável. E eu poderia ir comparando as indicações e ver aqueles papeis que parecem ser consenso.
Pesaria os argumentos, veria se os blogs em questão têm demonstrado bons resultados na prática. Enquanto isso, começaria a ler sobre análise fundamentalista.
A perspectiva favorável a essa posição é: eu montaria uma carteira baseado na visão de pessoas que têm um bom conhecimento de ações. Mesmo que eu aprenda análise fundamentalista, no início ainda não vou estar no mesmo nível dessas pessoas."

Já ouvi falar vagamente na Empiricus, nunca li seus relatórios. E muito provável nunca irei comprar relatórios de nenhum analista.
Eu também acho que pesquisar indicações e combinar um pouco de análise própria,saber pelo menos um pouco de análise fundamentalista, escolher empresas que dão lucro e preferências pessoais (eu não compraria a lucrativa Souza Cruz,por exemplo), é possível montar uma carteira razoável. É isto que estou tentando fazer.


"O ponto negativo é que não vou saber quando mexer na carteira, quando algum papel escolhido se revelar sem bons fundamentos e saber a hora de vendê-lo."
Não é tão complicado saber quando mexer na carteira.Se você tiver uma carteira onde você definiu o peso de cada ação, basta seguir esta meta.
Eu também não sei até o momento prever se a empresa perdeu os bons fundamentos. Escolho as que estão mostrando lucro ao longo dos anos. Agora, se ela começar a piorar, ou espera um pouco ou a vende e compra outra. Em uma carteira bem diversificada tem essa vantagem. Se o papel cair 50%, não irá causar um forte impacto em uma carteira que tiver 20 ações por exemplo.



Vi no seu blog que você começou a montar sua carteira olhando as small caps mais líquidas, sem fazer nenhum tipo de análise mais profunda.
Enfim, o que você sugeriria para mim?"

Carteira com as small caps mais líquidas foi uma das diversas estratégias que utilizei. Já tive Tesouro Direto + PIBB11, Tesouro + PIBB11 + SMALL11, ELÉTRICAS+FIIS+SMALL...
Agora estou com uma carteira tentando balancear entre empresas de crescimento e empresas de dividendos.
Muitos blogueiros e leitores já me criticaram meu giro de patrimônio. Não tiro a razão deles. Mas não me arrependo. Hoje estou tranquilo com a carteira.


Vou te passar 2 sugestões:
1- Montar uma carteira própria.
Esta é que eu utilizo. Montar sua própria carteira, com 10 a 30 ações que é o recomendado por Graham no livro Investidor Inteligente para um investidor de perfil defensivo.
Eu pretendo ter 20 ações. Isto dá 5% de peso responsabilidade na rentabilidade da carteira por cada ação. 10 ações acho pouco, 10% é um peso muito alto para
uma ação que escolhemos sem uma análise profunda. Uma diversificação maior é para nos proteger da nossa ignorância.
Diversifique entre crescimento e dividendos e em diversos setores do mercado.


2-Replicar um índice.
Você pode comprar os 20 papéis de maior participação de um dos índices (IBrX-50, Ibovespa ou outros).
Isto de insenta do trabalho e responsabilidade de escolher as ações. Mas pelo menos dê uma analisada, para tirar umas "frutas podres" da cesta, OGXs da vida, por exemplo.

Dê uma olhada nos índices desta página:
http://www.bmfbovespa.com.br/indices/BuscarIndices.aspx?idioma=pt-br
É claro que a replicação do índice não será perfeita, mas acredito que a rentabilidade de seu índice irá se comportar de forma aproximada ao índice original.


Forma de montar as carteiras que serve para as 2 sugestões:
- Compre 1 ação diferente mensalmente. Em 20 meses, sua carteira estará formada.
- Após isto, balanceie a carteira. A cada mês venda parte da ação que está com maior peso na carteira e compre a de menos peso. O objetivo é tentar manter 5% de participação para cada papel.


No mais, é isso. Lembre-se que são apenas sugestões e não posso garantir nada. Neste momento estou testando o que te passei como sugestão. Na verdade, a essência da sugestão que é a diversificação, nem é minha, é do Benjamin Graham.

Sou um investidor amador e estou no mesmo barco que você e muitos por aí.
Aprendendo com os erros e acertos ao longo desta jornada.


E boa sorte nos investimentos! Abs!

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Como utilizar o Google Finance para acompanhar sua carteira de ações

O tutorial abaixo propõe demonstrar apenas o nível básico do google finance.

Segundo Wikipédia:

"Google Finance ou Google Financeiro é um serviço que apresenta a informações sobre empresas incluindo suas últimas decisões e também suas ações com um código em JavaScript que permite a visualização das ações no momento. Foi lançado em 21 de Março de 2006 e atualmente está em versão beta."


Vamos supor que temos a seguinte carteira abaixo e gostaríamos de acompanhar a performance dela ao longo do tempo:
No dia 21/10/2013, compramos as seguintes ações:

300 ações de Ambev (AMBV3) com o preço médio de R$ 80,00.
200 ações de Banco do Brasil (BBAS3) com o preço médio de R$ 30,00.
200 ações de Cemig (CMIG3) com o preço médio de R$ 15,00.


Acesse o site:

http://www.google.com/finance e clique em SIGN IN


Entre com seu login e senha do google.



Clique em Portifolios.


 Clique em Edit Portifolio.


Aparecerá a tela abaixo:



Renomeie "My Portfolio" para "Minha Carteira" ou o que desejar.
Troque o  "Default Currency" US Dollar ($) para Brazilian Real (R$)
Portfolio Sort selecione: alphabetic
Clique em Save Changes.


 Clique em Ok.


Aparecerá a tela abaixo:


Agora vamos incluir 3 empresas brasileiras na carteira neste exemplo: 

Começe a digitar BBAS em Add symbol e aparecerá o Banco do Brasil para selecionar.
Selecione BBAS3 e clique em add to portifolio.



Aparecerá a tela abaixo:



Escreva no Add symbol AMBV3, selecione-a e clique em Add to portifolio.




Escreva no Add symbol CMIG3, selecione-a e clique em Add to portifolio.



Aparecerá a tela abaixo:


Nossa carteira de exemplo está montada com as empresas.
Falta colocar quantas ações e o preço médio de cada uma das ações.
Clique em Edit transactions.


Aparecerá a tela abaixo:



Iremos agora utilizar os dados da nossa carteira do dia 21/10/2013:

300 ações de Ambev (AMBV3) com o preço médio de R$ 80.00
200 ações de Banco do Brasil (BBAS3) com o preço médio de R$ 30.00
200 ações de Cemig (CMIG3) com o preço médio de R$ 15.00

Para preencher a tela:

Em Date, coloque a data de referência da carteira (21/10/213).
Em Shares (ações) coloque o número de ações de cada empresa.
Em Price/Amount coloque o preço médio. Use ponto ao invés de vírgula para separar os centavos.

A tela deverá ficar como abaixo. Clique em Save changes.



Aparecerá a tela abaixo:

A coluna Gain, informa seu ganho,  o lucro em reais.
A coluna Gain% informa o seu ganho, o lucro em percentual.
A linha Portfolio value: mostra o resumo geral da carteira.


Vamos supor que compramos mais 300 ações de BBAS no dia 23/10/2013 por R$28,00.
Para registrar esta compra (transação) basta clicar em "Add transaction data".



Preencha: Add Symbol com BVMF:BBAS3
Date com 23/10/013
Shares com 300
Price com 28.00
Desmarque: "Deduct from cash"
Clique em Add to portifolio.



Note que as Shares (ações) do banco do Brasil passou para 500 (200 anteriores mais a compra de 300) e que os ganhos do Banco do Brasil e da carteira em geral foi atualizada.




Clique em transations


Nesta tela é possível visualizar todas as compras feitas.



Por enquanto é isto! :-)




Livros sobre assuntos relacionados ao artigo: 

Caso você for comprar algum livro e goste do blog Investidor Defensivo ou algum artigo/post te ajudou de alguma forma, dê preferência por comprá-lo aqui mesmo, através dos meus links.

Esta sua atitude é um imenso incentivo para evolução do blog!

Desde já, MUITO OBRIGADO! :-)






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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Será que é melhor investir mais em empresas boas pagadoras de Dividendos?

Estou investindo em ações com estratégia de uma carteira "índice" (carteira composta com muitas ações) até o momento.

Entendo que o ideal seria montar uma carteira composta de um mix de:
- Empresas que pagam bons dividendos.
- Empresas de crescimento, que pagam poucos dividendos.

Isto porque empresas que pagam muitos dividendos crescem pouco e as de crescimento tendem a crescer mais, pois conseguem reinvestir seus lucros nas próprias empresas. Fazendo uma mistura dos 2 tipos de empresas, teríamos uma carteira bem diversificada e com uma performance considerável.
Hoje, por curosidade, resolvi fazer uma análise de comparar o índice IDIV que é:
"O IDIV é composto pelas empresas listadas na BM&FBOVESPA que apresentaram os maiores “dividend yields” nos últimos 24 meses anteriores a seleção da carteira. Não estão incluídas nesse universo empresas emissoras de BDRs e empresas em recuperação judicial ou falência."

com alguns demais índices do mercado:

Entrei no site do ibovespa e peguei taxas médias de crescimentos do IDIV período de 2005 a 2013.

Notem que de 2005 a 2013 são geradas 36 combinações (períodos).
Isto porque é gerado várias taxas de crescimento, por exemplo: 2005 a 2006, 2005 a 2007, 2005 a 2008, 2005 a 2007 e assim em diante.

Meu trabalho foi pegar estes 36 períodos contabilizar quantas vezes o IDIV foi melhor que os outros índices. 

Não esperava que o IDIV tivesse saído bem melhor que os outros índices. Vejam o placar:

IDIV versus IBrX50 = 32 a 4
IDIV versus Ibovespa = 33 a 3
IDIV versus SMLL = 27 a 9
IDIV versus IEE = 17 a 19 (obs: IDIV perdeu em quantidade, mas ganhou em todos os períodos que consideram 2012 e 2013. )

Clique aqui para ver a planilha que tabulei os dados.

Sei que:

- Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.
- Base de dados e período muito pequeno para uma estatística "confiável".

De qualquer forma, fiquei meio tendencioso a ter mais empresas que pagam bons dividendos do que de crescimento na minha carteira.

Para complementar, segue o artigo do Estrategista e as taxas médias de crescimento:



sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Do balanço da Empresa ao Balanço da Vida, a Vida que Vale a Pena Viver

Compartilho esta ótima palestra.

Devemos buscar uma vida presente melhor, com alegria. Com ou sem independência financeira, sigamos em busca da felicidade.





terça-feira, 1 de outubro de 2013

Venda: CIEL3 Compra: NATU3

Vendi parte de CIEL3 por R$60,50. Com o dinheiro da venda e os dividendos do mês passado, comprei NATU3 por R$50,34.
Infelizmente não fiz aporte novo, minha reserva de emergência está péssima.

Agora o peso de CIEL3 na carteira passou de 8,72% para 5% aproximadamente.

Vou explicar o motivo da minha venda.

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